Avançar para o conteúdo principal

Biscotti de mel com amêndoas

Escrevo este post e ouço pedacinhos de gelo baterem na minha janela. O granizo lá fora só confirma o que eu tinha para dizer: chá e biscoito combinam tanto com chuva e frio...Folhando um dos meus livros de receitas encontrei uma perfeita para o dia de hoje: Biscotti de mel com amêndoas torradas. E, porque os meus olhos vêem primeiro as imagens, e só depois o texto, fui surpreendida com a presença de um ingrediente novo, a farinha de espelta. Eu já tinha ouvido falar neste tipo de farinha e nos seus benefícios para a saúde, mas nunca lhe dei real importância. Claro que eu não tinha a dita farinha cá em casa e o jeito foi improvisar. Numa pesquisa rápida pela Internet, descobri que a farinha de espelta é uma parente muito próxima da farinha de trigo. A diferença é que a primeira tem uma casca exterior mais dura. Mas hoje é sexta-feira. E sexta-feira pode tudo. Até trocar uma farinha saudável pela velha e conhecida farinha de trigo branca. Batota liberada. Para os meus biscoitinhos de mel com amêndoas, eu usei (lembrando que eu só faço meia receita):

320 g de farinha de trigo (200 g, se for farinha de espelta); 1 colher de sobremesa de fermento; 2 ovos grandes (mais um para pincelar no final); 1 colher de sopa de manteiga 4 colheres de sobremesa de mel 150 g de amêndoas torradas;

Numa frigideira à parte torrifiquei as amêndoas. Não muito. Apenas para ganharem uma corzinha. Reservei. Numa tigela, juntei a farinha, os ovos, o mel e o fermento até formar uma massa consistente. Depois envolvi as amêndoas e fiz dois rolos, com mais ou menos 4 cm de diâmetro. Assei em forno, sem pré-aquecimento, durante 30 minutos, a 180 graus celsius.
Cortados com cerca de um dedo de largura, rende 25 biscotti. Comi umas quantas com chá, porque são mesmo boas. Guardei outras tantas para acompanhar um vinho doce logo à noite.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Creme de ervilha e couve-flor

Numa segunda-feira normal eu nunca faria sopa ou qualquer outro caldo quente ao almoço. Almoço sempre sozinha, por isso, as minhas refeições ao almoço costumam ser rápidas. Adoro legumes e hortaliças, mas prefiro-os crus (e, desde que comprei um espiralizador, ando a espiralizar tudo o que encontro rs). Quanto à sopa, tenho a noção, talvez errada, de que demora imenso tempo a preparar, mesmo quando posso contar com uma robô de cozinha que quase a faz por mim.  Mas hoje foi um dia especial: segunda-feira de Páscoa. E o que isto tem a ver com a sopa? Diretamente, nada.  Na verdade, a segunda-feira de Páscoa, para mim, ainda soa um bocado estranho. Não duvido que seja porque em algumas aldeias, cá em Portugal, ainda seja preciso esperar pelo compasso às segundas. Embora tenha a noção de que, desde que cá vim morar, há mais de 10 anos, esta tradição tenha vindo a diminuir.  De qualquer forma, com ou sem compasso, na segunda-feira após a Páscoa ainda não há aulas. E os mi...

Quibe de batata-doce e quinoa

O Kibbeh ou Quibe (como seria a grafia em português) é um prato ordinário no médio oriente. Normalmente confeccionado com carne de borrego, menta picada, cebola e bulgur (um tipo de trigo), pode ser servido de inúmeras maneiras. Ontem, procurando por receitas novas e rápidas para preparar para o meu almoço, deparei-me com uma versão vegetariana de Quibe de abóbora e quinoa e resolvi reinterpretá-la, como é do meu feitio.  No lugar da abóbora eu coloquei batata-doce e, em vez de quinoa branca, eu usei quinoa vermelha. Esta receita é bem prática e leva apenas uns 10 minutos a preparar, desde que, como eu, você tenha sempre quinoa cozinha no frigorífico. Facilita-nos muito a vida. Do contrário, será necessário despender mais uns 20 minutos, que é o tempo de cozedura da quinoa. Para uma dose individual (se for fazer familiar, basta aumentar na proporção), eu usei os seguintes ingredientes: 1 batata-doce de polpa laranja (pequena); 4 colheres de sobremesa de quinoa vermelha coz...

"Baião de dois à portuguesa"

Quando eu li a receita deste prato fiquei sem saber se o que eu começava a preparar para o jantar era um prato típico da cozinha nordestina brasileira ou se estava a fazer um simples arroz de feijão com chouriço. Por este motivo, eu vou chamá-lo "Baião de Dois" à portuguesa. Não há uma receita única de Baião de Dois. Navegando pela Internet encontrei várias versões e, até, uma história bastante curiosa sobre este prato. Diz-se que o Baião de Dois era inicialmente feito com apenas dois ingredientes: o arroz branco e o feijão de corda. Daí o seu nome. O cozinhado fazia parte da dieta das pessoas simples do campo. Qualquer acrescento de ingredientes ao prato denotava posse de quem o punha à mesa. No nordeste brasileiro, este prato é incrementado com carne seca, mas também há quem o faça com linguiça fumada e, até mesmo, com linguiça calabresa fumada. A minha versão, como já se advinha, leva feijão encarnado e dois tipos de chouriço: beirão e alentejano. Foram para a panela: 1...