Avançar para o conteúdo principal

Pão indiano achatado (Naan)

O Naan é um pão ancestral indiano bem fácil de fazer: só precisamos de 15 minutos para o preparar e mais o tempo de descanso. E, enquanto o pão descansa, a gente trabalha noutra comidinha qualquer, ou não.

Para fazer este pão achatado, eu usei:
250 g de farinha de trigo;
10-130 ml de leite; 
2 colheres de sopa de óleo vegetal (eu usei azeite); 
1 colher de chá de açúcar; 
1 colher de café sal; 
1 colher de café de fermento em pó;
Antes de descansar, a massa precisa de ser trabalhada durante 10 minutos. Só depois é que é dividida em pequenas esferas.
A massa deve descansar durante 30 minutos, no mínimo. Depois, abrimos as bolas e grelhamos numa frigideira quente e anti-aderente, cerca de 2 ou 3 minutos cada lado.
O Naan é originalmente assado num tandor, uma espécie de forno de barro, com carvão, mas há muito que, com a sua ocidentalização passou a ser feito em grelhadores e frigideiras. 
Por isso, o ideal é mesmo ficar um pouco queimado por fora. Na receita de autoria de Anjum Anand, que pelo nome se nota que é especialista em comida indiana, dizia para servir quente, mas, como cá em casa, temos horários diferentes para jantar, fi-los todos de uma só vez e os reservei. Adorei, mesmo frios. Excelente acompanhamento para o caril de frango que preparei para completar a minha refeição indiana.

Comentários

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Creme de ervilha e couve-flor

Numa segunda-feira normal eu nunca faria sopa ou qualquer outro caldo quente ao almoço. Almoço sempre sozinha, por isso, as minhas refeições ao almoço costumam ser rápidas. Adoro legumes e hortaliças, mas prefiro-os crus (e, desde que comprei um espiralizador, ando a espiralizar tudo o que encontro rs). Quanto à sopa, tenho a noção, talvez errada, de que demora imenso tempo a preparar, mesmo quando posso contar com uma robô de cozinha que quase a faz por mim.  Mas hoje foi um dia especial: segunda-feira de Páscoa. E o que isto tem a ver com a sopa? Diretamente, nada.  Na verdade, a segunda-feira de Páscoa, para mim, ainda soa um bocado estranho. Não duvido que seja porque em algumas aldeias, cá em Portugal, ainda seja preciso esperar pelo compasso às segundas. Embora tenha a noção de que, desde que cá vim morar, há mais de 10 anos, esta tradição tenha vindo a diminuir.  De qualquer forma, com ou sem compasso, na segunda-feira após a Páscoa ainda não há aulas. E os mi...

Puré de batata-doce e inhame

Gente normal escolhe primeiro o prato principal e, depois, os acompanhamentos. Mas eu hoje sai da normalidade e decidi que iria fazer um puré de inhame. Este tubérculo é maravilhoso, está cheio de nutrientes e é super versátil, pois o seu sabor é praticamente neutro. De puré a leite vegetal, de molho branco a pão, para além de sopas deliciosas, é possível fazer quase tudo com ele. Para além de energético e fonte de vitaminas do complexo B, o inhame (conhecido também, como cará) ajuda a controlar alguns sintomas da TPM. Entretanto, me apercebi que o meu filhote poderia estranhar um puré de um turbérculo novo na sua dieta e adiconei  também batata-doce à receita, que ele ama! Para fazer o puré (2 porções) vamos precisar de: Ingredientes 1 inhame pequeno (95 g) 1 batata-doce branca média (240 g) 1/4 de copo de água 1 pitada de sal (usei sal rosa) 1/2 dente de alho 1 colher de sopa de azeite. Como fazer: 1- Limpe bem o inhame, descasque e o coloque para ferver durante ...

"Baião de dois à portuguesa"

Quando eu li a receita deste prato fiquei sem saber se o que eu começava a preparar para o jantar era um prato típico da cozinha nordestina brasileira ou se estava a fazer um simples arroz de feijão com chouriço. Por este motivo, eu vou chamá-lo "Baião de Dois" à portuguesa. Não há uma receita única de Baião de Dois. Navegando pela Internet encontrei várias versões e, até, uma história bastante curiosa sobre este prato. Diz-se que o Baião de Dois era inicialmente feito com apenas dois ingredientes: o arroz branco e o feijão de corda. Daí o seu nome. O cozinhado fazia parte da dieta das pessoas simples do campo. Qualquer acrescento de ingredientes ao prato denotava posse de quem o punha à mesa. No nordeste brasileiro, este prato é incrementado com carne seca, mas também há quem o faça com linguiça fumada e, até mesmo, com linguiça calabresa fumada. A minha versão, como já se advinha, leva feijão encarnado e dois tipos de chouriço: beirão e alentejano. Foram para a panela: 1...